A antiga bailarina solista doTeatro Bolshoi de Moscovo

Aos 18 anos terminou os estudos na Escola Coreográfica de Moscovo e entrou para o Teatro Bolshoi. A partir daí, tornou-se numa das principais bailarinas a nível mundial. Faleceu com 70 anos.

Ekaterina Maximova foi uma das bailarinas mais conhecidas do mundo. Faleceu com 70 anos, informou o Teatro Bolshoi de Moscovo. As causas da morte ainda não são conhecidas, revelou um porta-voz do "santuário" da ópera e ballet russos à agência RIA-Novosti. Maximova viveu os últimos momentos da sua existência em casa, e sem a companhia do marido. Vladimir Vasiliev era a prova provada da expressão cara metade. Coreógrafo, bailarino e antigo director artístico do Bolshoi, acompanhou Maximova ao longo de todo o seu percurso, a nível pessoal e profissional. Na altura da morte da bailarina, encontrava-se no estrangeiro, explicou também o porta-voz do Bolshoi. Os dois formaram um dos casais mais populares da Rússia e do mundo.

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, já expressou as suas condolências aos familiares e amigos de Maximova e, também, ao Teatro Bolshoi. Medvedev lamentou a partida de uma "grande bailarina russa", informou o gabinete de imprensa do Kremlin. Maximova nasceu no primeiro dia de Fevereiro, corria o ano de 1939, em Moscovo. Aos 18 anos, terminou os estudos na Escola Coreográfica de Moscovo e foi aceite no elenco do afamado Teatro Bolshoi de Moscovo, onde esteve durante 30 anos. Estreou-se como solista no papel de Masha em O Quebra-Nozes, de Tchaikovsky. Durante a sua carreira, notabilizou-se sobretudo em obras de ballet clássico como Giselle, O Lago dos Cisnes, Dom Quixote, A Bela Adormecida e Petrushka. Contudo, também foi intérprete de peças contemporâneas como Romeu e Julieta de Prokofiev.

A partir de 1978, Maximova passou a actuar também no estrangeiro. Este período correspondeu à fase de maior estrelato no Ballet Clássico de Moscovo. A sua última actuação no Teatro de Bolshoi ocorreu a 1 de Fevereiro de 1999, a propósito do seu 60.º aniversário. Aí, a música de Schubert foi "coreografada" pela americana Martha Clarke.

Galardoada com inúmeros prémios internacionais, Maximova recebeu a ordem de Comendadora de Rio Branco do governo brasileiro. A distinção foi-lhe atribuída depois de ter ajudado a abrir uma escola de ballet na cidade de Joinville. Maximova era igualmente parte integrante da Academia de Arte Russa, júri dos prémios Triunfo de literatura e arte desde o seu início em1992 e doutorada honoris causa pela Universidade Estatal de Moscovo.

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