Nu? Não, obrigado! Protagonista de "Cinquenta Sombras de Grey" diz que já basta assim

Acabou o tabu! Jamie Dornan, protagonista da saga “Cinquenta Sombras de Grey”, desmentiu a existência de uma proposta financeira para aparecer completamente nu durante os filmes. “Toda essa história de mais dinheiro para aparecer nu? Nada disso aconteceu”, garantiu Jamie Dornan, de 35 anos, em entrevista à revista “Elle”. Para o ator, que veste a pele de Christian Grey, não fazia sentido aparecerem cenas de nudez completa: “Nós não estamos a fazer pornografia como as pessoas pensam”. “Ao longo do filme, vemos várias vezes as mamas de Dakota Johnson. Se eu tivesse mamas, também as mostrava. Só acho que não […]

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

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Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.