A autobiografia de João Ricardo. "A idade, como o cancro, tinha-me trazido paz"

Rodrigo, filho de João Ricardo, vai apresentar o livro “Os dias que (não) contam”, da autoria do ator. A editora Oficina dos Livros garante que a obra já estava a ser escrito aquando da morte do interprete. O filho, com quem conheceu “verdadeiramente o amor”, a mãe, “uma mulher lindíssima, das mais bonitas” que conheceu, o pai, que saiu de casa no dia em que lhe atirou “uma faca que passou (bastante) ao lado”, e a avó Joana, que lhe “ensinou o medo”. Não falta ninguém em “Os dias que (não) contam”, uma autobiografia de João Ricardo que será lançada […]

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Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.