Por uma vida sem fome

Uma em cada 14 famílias portuguesas tem um problema grave no acesso a alimentos por falta de dinheiro. A fome tem vários rostos e há cada vez mais gente que tem de pedir ajuda para ter uma refeição. De um lado estão pessoas comuns a quem a vida correu menos bem, muitas delas, se calhar, até conhecemos. Do outro estão centenas de voluntários de instituições que fazem chegar comida onde ela escasseia. Esta é a história de duas delas, distinguidas na primeira edição do Prémio BPI Solidário.

É uma imensidão de terras, o que se vê ao entrar na Quinta da Várzea, em Setúbal. De um lado da estrada, terreno cultivado. Do outro, ovelhas. Há pessoas de enxada na mão, outras a fazer a corrida matinal. Ao longe, o Castelo de Palmela. O espaço é amplo e parece não ter fim. Aqui, respira-se liberdade.

Nesta quinta de 25 hectares, que pertence ao Ministério da Agricultura e foi cedida ao Ministério da Justiça, trabalham reclusos do Estabelecimento Prisional de Setúbal (EPS). Pelo bom comportamento e por estarem numa fase de flexibilização da pena (período de adaptação ao exterior com permissão para irem a casa durante três dias), estão em regime aberto - vivem na quinta. Uma espécie de ensaio para o que os espera quando voltarem para a vida real, com a respetiva reintegração socioprofissional.

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