Foram eles que inventaram o Paredes de Coura

1993. Em Lisboa, começa a ser construída a Expo'98, que daria um prejuízo de mais de 500 milhões de euros, e é inaugurado o Centro Cultural de Belém com uma fatura de 200 milhões. No mesmo ano, em Paredes de Coura, um grupo de amigos põe a vila no mapa, com apenas 900 euros. Nascia a Meca da música indie. Numa semana, dá emprego a 1600 pessoas e movimenta três milhões de euros.

Onde era Paredes de Coura em 1993? No Alto Minho, parente pobre dos concelhos ricos de Viana do Castelo, não era em lado nenhum, porque ninguém sabia onde era. Mas era lá que, nesse ano, nascia o festival que haveria de mudar a forma como se recebe e ouve música. E a forma como quem ouve música guarda concertos ao vivo: como se o mundo já pudesse acabar. Nascia um fenómeno de partilha, de cruzamento de pessoas, de crescimento de oportunidades, um medicamento natural para a dor. Coura era periferia e fragilidade, onde se nascia para sair ou sofrer. Hoje, é trilho terapêutico, lugar mítico e místico que salva, onde todos querem ir e onde se vai para se ser feliz. E para aprender que a generosidade e a gratidão são uma espécie de acrobacia temperamental revolucionária que pode durar e mudar o ano inteiro. Até ser Coura outra vez.

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