Eles ajudaram a criar o Facebook e o Google e agora querem destruí-los

Eles percebem, como ninguém, como a tecnologia funciona. Estiveram lá, no centro das operações, a delinear estratégias, a definir caminhos, a criar o que está no computador e nas mãos de milhões e milhões de pessoas. Só que agora questionam tudo o que, um dia, ajudaram a erguer, e prometem contar toda a verdade. Os efeitos negativos das redes sociais e dos smartphones não lhes saem da cabeça. Alguns chefes, executivos, gestores, e funcionários do Facebook e da Google saíram das empresas e criaram o Centro de Tecnologia Humana. O criador do botão Like do Facebook, Justin Rosenstein, está neste […]

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Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.