Cancro: doença pública ou privada?

David Bowie morreu sem nunca tornar público o seu cancro no fígado. A atriz Sofia Ribeiro não só rapou o cabelo como filmou o momento e divulgou as imagens. Por que é que o cancro fica, para uns, na sombra, enquanto outros resolvem mostrar que o têm? Nas vésperas do Dia Mundial Contra o Cancro, que se assinala a 4 de fevereiro, procurámos algumas respostas.

Logo que se soube da morte de David Bowie, tão de repente, o mundo em choque quis saber as razões do fim da lenda britânica. Aos 69 anos, dois dias depois do aniversário e de lançar um álbum (uma despedida insuspeita). Seriam drogas? Ataque cardíaco? Cancro, não. Ninguém sabia disso, como podia ser? Mas era. Foi. Um cancro no fígado contra o qual lutou 18 meses. Em silêncio. «É triste dizer que é verdade. Vou estar offline uns tempos», avisou no twitter o filho, Duncan Jones, pedindo também ele privacidade na dor pela morte - tão privada quem nem se soube se tinha sido ou não cremado - do pai.

Dias antes, Sofia Ribeiro tinha rapado o cabelo - diagnóstico: cancro da mama - e publicado o vídeo no Facebook. «Passei a escova e caiu. É tempo de levantar a cabeça.» O vídeo foi partilhado, escreveram-se notícias, a doença da atriz portuguesa tornou-se ainda mais pública, desde que se conheceu, em meados de novembro. Entre um lado e o outro da linha, um mar de questões: porquê falar? Porquê esconder? Porquê julgar decisões alheias, que só quem tem a doença pode tomar?

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