Washington confirma morte de quatro norte-americanos

O Departamento de Estado norte-americano confirmou, este domingo, a morte de mais dois cidadãos nos atentados de Bruxelas

O Departamento de Estado norte-americano confirmou, este domingo, a morte de mais dois cidadãos nos atentados de Bruxelas, elevando para quatro o número total de norte-americanos mortos na capital belga.

"Podemos confirmar a morte de mais dois cidadãos norte-americanos em Bruxelas, e expressamos as nossas mais profundas condolências aos seus entes queridos", afirmou uma fonte do Departamento de Estado à agência noticiosa francesa AFP.

Na sexta-feira, Washington tinha informado que dois norte-americanos tinham sido mortos nos atentados e que outros estavam desaparecidos.

O número oficial de mortos dos atentados de terça-feira no aeroporto e no metro de Bruxelas subiu para 31 e poderá aumentar, de acordo com a mais recente informação do Centro de Crise da Bélgica, divulgada no domingo.

Das 31 vítimas mortais, 28 já foram formalmente identificadas, 15 morreram no aeroporto e 13 na estação de metro de Maalbeek.

Os investigadores estão a tentar identificar as três restantes vítimas mortais, estando a aguardar os resultados dos testes de ADN.

Os três bombistas suicidas (dois no aeroporto e um no metro) não entram na contagem do número de vítimas mortais.

Das 15 pessoas que morreram no aeroporto, seis têm nacionalidade belga e nove são estrangeiros: dos Estados Unidos, Holanda, Suécia, Alemanha, França e China.

No ataque ao metro de Maelbeek, a poucos metros das instituições comunitárias, foram identificadas até agora 13 vítimas, dez das quais belgas e três estrangeiras, de Itália, Suécia e Reino Unido.

O Centro de Crise precisou que as nacionalidades dos estrangeiros podem diferir dos dados divulgados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, já que algumas das vítimas podem ter dupla, ou mesmo tripla nacionalidade, como uma vítima espanhola, que também tinha cidadania alemã e italiana.

Nos atentados de Bruxelas ficaram feridas 340 pessoas de 19 países. Destas, 101 continuavam internadas no domingo, 662 delas nos Cuidados Intensivos e metade com queimaduras graves.

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