Vox e Ciudadanos penalizados se houvesse novas eleições em Espanha

PSOE e PP recuperam nas sondagens, Vox e Ciudadanos descem e Unidos Podemos recupera o terceiro lugar. Legislativas foram em abril mas Pedro Sánchez ainda não conseguiu formar um novo governo em Espanha

Vox e Ciudadanos sairiam penalizados se houvesse hoje eleições legislativas em Espanha. Segundo uma sondagem realizada pelo instituto Sigma Dos para o jornal espanhol El Mundo, os partidos de Santiago Abascal e Albert Rivera descem, respetivamente, de 10,3% para 8% e de 15,9% para 13,1%, em relação aos resultados obtidos nas legislativas de 28 de abril.

Os dois maiores partidos, PSOE e PP, recuperam nas intenções de voto dos espanhóis, revela o mesmo estudo de opinião que foi realizado com recurso a 1000 entrevistas no dia 21 de junho e que tem uma margem de erro de cerca de 3,16%. Assim, o PSOE de Pedro Sánchez sobe de 28,7% para 32,6% e o PP de Pablo Casado de 16,7% para 19,4%.

O Unidos Podemos, de Pablo Iglesias e Alberto Garzón, também desce em relação a abril, de 14,3% para 13,2% Apesar disso, recupera, por ligeira margem, o terceiro lugar devido à queda do Ciudadanos.

A mesma sondagem revela que o PSOE de Sánchez, que está em conversações com Pablo Iglesias para formar governo, não deve, no entender de 24,4% dos seus militantes, deixar aumentar a influência dos independentistas, como os catalães da Esquerda Republicana da Catalunha e os bascos do Bildu.

E ainda que 69,9% dos eleitores do Ciudadanos acreditam que o partido deveria abster-se para viabilizar a investidura do líder socialista, Pedro Sánchez, como primeiro-ministro de Espanha. O problema, porém, é que Rivera jurou, durante a campanha, que não se aliaria a Sánchez e os dois trocaram insultos durante a mesma e durante debates televisivos. O líder do Ciudadanos antes preferiu aproximar-se ao PP e ao Vox, de extrema-direita, com quem tem acordo de governo na Andaluzia.

Sánchez procura agora saber se avança com governo de minoria ou se pode contar com Iglesias. Até agora nada. À margem da cimeira do G20, em Osaka, no Japão, o socialista espanhol enviou uma mensagem para o líder do Unidos Podemos: "Espanha precisa de um governo no mês de julho, não em agosto ou em setembro. A Espanha não pode ficar paralisada", disse Pedro Sánchez, durante a conferência de imprensa no final da cimeira do G20, que terminou sábado.

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