"Vou matar-vos a todos". Jovem detido depois de ameaçar funcionários da CNN

Brandon Griesemer telefonou, em dois dias, quase 30 vezes para a sede da cadeia de televisão. Em setembro, tinha estado envolvido num caso semelhante, mas que envolvia um Centro Islâmico

Um jovem norte-americano foi detido depois de telefonar várias vezes para a sede da CNN, em Atlanta, Georgia nos EUA. Nas chamadas, fez ameaças e disse várias vezes que se dirigiria às instalações da cadeia de televisão para matar os funcionários. "Fake news. Estou a chegar para vos matar a todos", terá dito num dos telefonemas, de acordo com depoimentos.

Brandon Griesemer, explica a CNN, telefonou quase 30 vezes, sendo que quatro das chamadas ficaram gravadas. Além de ameaçar matar funcionários da cadeia de televisão, o jovem, que de acordo com o Washington Post nasceu em 1998 (terá, portanto, entre 19 e 20 anos), também fez comentários racistas, nomeadamente sobre judeus e afro-americanos.

"Estou a caminho da CNN agora mesmo. Vou matar-vos a todos", disse noutro telefonema, utilizando sempre uma linguagem bastante agressiva.

Foi acusado de comunicações com intenção de extorquir e também de ameaças de violência física e foi libertado após o pagamento de 10 mil dólares.

De acordo com o relatório da detenção e os depoimentos, um investigador, a mando da CNN, conseguiu descobrir o número de onde foram feitas as chamadas e chegar até ao jovem. Alegadamente, o número usado levou o investigador até ao pai do jovem e um outro número associado. Depois, ao telefonar para o número associado, o investigador falou com alguém que se identificou como "Brandon". A partir daí, as chamadas foram investigadas e o áudio foi comparado com o dos telefonemas das ameaças. "A voz parecia ser do mesmo indivíduo", diz o depoimento de um dos agentes, de acordo com o Washington Post.

Ao mesmo jornal, um homem que se identificou como sendo o pai do jovem disse que "tudo foi um erro". "Ele não sabia o que estava a dizer, a seriedade do assunto. Nem somos uma família que tenha armas ou algo que se pareça. Não temos nenhuma arma, nem ele", afirmou.

A CNN emitiu um comunicado em que diz que tem estado em contacto com as autoridades e que vai fazer tudo para proteger os seus funcionários. "Levamos todas as ameaças a funcionários e locais de trabalho da CNN, em todo o mundo, muito a sério. Este não é exceção. Temos estado em contacto com as autoridades locais e federais e tomámos todas as medidas necessárias para garantir a segurança das nossas pessoas", lê-se.

Esta não será, contudo, a primeira vez que Brandon Griesemer faz ameaças através de telefonemas. Lê-se nos mesmos documentos que, a 19 de setembro, um funcionário do Centro Islâmico de Ann Arbor recebeu uma chamada em que alguém fez comentários depreciativos sobre a mesquita e os muçulmanos. As autoridades conseguiram localizar a chamada e chegar até à residência do jovem que, num telefonema com as autoridades, "disse que ligou para a mesquita a 19 de setembro e que estava muito zangado quando o fez".

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