Ex-procuradora venezuelana chega ao Brasil

A antiga procuradora-geral venezuelana Luisa Ortega, que fugiu da Venezuela e que o Presidente Nicolás Maduro quer ver presa, chegou hoje ao Brasil, noticiou a agência France Presse.

Luisa Ortega deve participar em Brasília numa reunião de procuradores de países da América do Sul.

Numa breve declaração à imprensa, à chegada ao aeroporto da capital brasileira, a ex-procuradora disse que contava falar, nomeadamente, da "corrupção" na Venezuela.

Na terça-feira, o Presidente Nicolás Maduro disse que a Venezuela ia pedir à Interpol a detenção da ex-procuradora geral Luísa Ortega Díaz e do marido, Germán Ferrer, por terem fugido à justiça e por alegadamente integrarem uma rede de extorsão e corrupção.

Nicolás Maduro falava num encontro com a imprensa internacional, no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, ao ser informado, por uma jornalista, que a ex-procuradora tinha viajado da Colômbia para o Brasil.

A ex-PGR Luísa Ortega Díaz anunciou, também na terça-feira, que deixou a Colômbia, onde se encontrava sob proteção do Governo do Presidente Juan Manuel Santos, em direção ao Brasil, para participar numa reunião de procuradores do Mercosul.

Num comunicado, divulgado através da Internet, a procuradora explicou que no Brasil vai reiterar "perante o mundo a denúncia da rutura constitucional" na Venezuela e "a instauração da ditadura auspiciada desde a [eleição da] fraudulenta e inconstitucional Assembleia Constituinte (AC)".

Na segunda-feira, o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou que a ex-procuradora geral da Venezuela Luísa Ortega Díaz se encontrava sob proteção do Governo colombiano e que estava na disposição de lhe facultar asilo político, se ela o pedisse.

O anúncio teve lugar depois de as autoridades colombianas confirmarem que a ex-procuradora chegou a Bogotá na passada sexta-feira, acompanhada pelo marido, provenientes de Aruba, onde tinham chegado numa pequena embarcação, a partir da costa venezuelana.

Em março deste ano, Ortega Diaz denunciou como ilegais duas sentenças do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Uma a limitar a imunidade parlamentar e a segunda em que o STJ assumia as funções do parlamento, no qual a oposição detém a maioria desde as eleições de janeiro de 2016.

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