Premium Uma cimeira e uma nova ordem mundial, a partir de Pequim

A cimeira económica Uma Faixa, Uma Rota, que começa hoje em Pequim, renova a força estratégica da China no cenário global, com a presença de 37 líderes políticos. Marcelo Rebelo de Sousa estará presente. Um livro de Bruno Maçães ajuda a explicar o que está em causa.

A estrela maior da cimeira que começa hoje em Pequim será Giuseppe Conte, chefe do governo italiano, que é ao mesmo tempo o primeiro membro do G7 a aliar-se à nova política expansionista chinesa e a prova da rebeldia contra a política oficial da União Europeia. Marcelo Rebelo de Sousa também lá está, simbolizando o interesse português em dar corpo ao protocolo assinado com a China em dezembro.

A cimeira tem o nome da iniciativa geopolítica chinesa iniciada nesta década e conhecida como Uma Faixa, Uma Rota. Esta iniciativa é o culminar de uma orientação chinesa mais virada para a política externa e que simboliza a sua transformação num poder global. O nome vem da junção de duas ideias que ganharam corpo: a Cintura Económica da Rota da Seda, que visa recuperar as rotas terrestres de ligação ao continente europeu; e a Estrada Marítima para o século XXI, que expande decisivamente a influência chinesa no mar e assegura a sua independência. O termo em inglês representa bem a ideia da cintura alargada da influência chinesa alicerçada em rotas que alcançam todo o planeta.

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