Líderes criam grupo de trabalho para ajudar migrantes e combater máfias

Acordo assinado durante a cimeira UE-África

As Nações Unidas, a União Europeia e a União Africana acordaram hoje a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de salvar vidas no Mediterrâneo e lutar contra as máfias da imigração ilegal, principalmente na Líbia.

O grupo de trabalho foi acordado numa reunião entre os líderes políticos da UE, Jean-Claude Juncker, e da UA, Moussa Faki Mahamat, juntamente com o secretário-geral das Nações Unidas, e a chefe da diplomacia comunitária, e tem como objetivo combater o tráfico de pessoas.

"Salvar e proteger as vidas dos imigrantes e refugiados nas rotas de chegada a Europa, acelerar a assistência aos retornados voluntários aos seus países de origem e ajudar aqueles que necessitam de proteção internacional" são alguns dos objetivos, lê-se num comunicado conjunto divulgado hoje em Abidjan, onde decorre até quinta-feira a cimeira UE-UA.

Estas ações pretendem ampliar os trabalhos que já estão em curso nos países de origem e na Organização Internacional das Migrações, para além da UE.

Os trabalhos serão revistos e coordenados pelas autoridades líbias, assim como pela UE, ONU e UA, que trabalham já em conjunto para o desmantelamento das redes de traficantes e para o desenvolvimento de oportunidades nos países de origem e em trânsito, explica o documento, que nota que já regressaram a casa, de forma voluntária, cerca de 13 mil migrantes.

Este grupo vai reunir-se frequentemente e colaborar "ao mais alto nível", nomeadamente à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

A quinta cimeira UE/África decorre até hoje em Abidjan, a capital económica da Costa do Marfim, com o tema "Investir na Juventude para um futuro sustentável", e conta com cerca de 80 chefes de Estado e de Governo dos países europeus e africanos.

A primeira cimeira UE-África, que se realizou no Cairo (Egito) em 2000, foi promovida por Portugal, durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

Em 2007, novamente sob a égide da presidência portuguesa, Lisboa acolheu a segunda edição destas cimeiras.

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