Tusk vai sugerir extensão do Brexit "flexível" até 12 meses

Segundo os media britânicos, o plano do presidente do Conselho Europeu será apresentado aos líderes na cimeira da próxima quarta-feira. Ideia é o Reino Unido sair assim que houver acordo e requer que Reino Unido participe nas europeias.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, estará a preparar-se para propor ao Reino Unido uma extensão "flexível" até 12 meses da data de saída do Reino Unido da União Europeia, de acordo com fontes europeias e britânicas citadas pela BBC e pelo The Guardian.

A ideia é o Brexit acontecer assim que o Parlamento britânico ratificar um acordo de saída, mas esta flexibilidade evita que os líderes europeus tenham que se pronunciar a cada semana sobre uma nova extensão do prazo do artigo 50 do Tratado de Lisboa.

Segundo o plano de Tusk, o Reino Unido terá que participar nas eleições europeias de 23 de maio, mas os eurodeputados que eleger terão que deixar o Parlamento Europeu após o Brexit. Nessa altura, os eurodeputados dos outros países assumem os lugares da nova configuração desta câmara.

O plano, apelidado pelo The Guardian de "flextension" (uma junção das palavras inglesas para flexível e extensão), será apresentado aos líderes europeus na cimeira extraordinária da próxima quarta-feira, tendo que ser aprovado por unanimidade.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, e o líder da oposição, Jeremy Corbyn, estão num processo de negociação para chegar a um acordo de Brexit que possa ter a luz verde do Parlamento britânico. O procurador-geral britânico, Geoffrey Cox, disse à BBC que, se falharem, a extensão do Brexit "será provavelmente longa".

O Brexit está neste momento previsto para 12 de abril, isto é, na próxima sexta-feira, não tendo ainda sido possível aprovar um acordo de saída no Parlamento britânico. May admitiu esta semana que vai precisar de uma nova extensão da data de saída (era suposto ter ocorrido a 29 de março), mas queria que esta fosse de curta duração.

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