Tufão passou por Macau sem fazer vítimas. Mas há prejuízos grandes

Há muitos prejuízos causados pelo Mangkhuto e procedem-se a operações de limpeza. Tufão fez mais de uma centena de mortos à passagem pelas Filipinas e China continental.

As operações de limpeza e a contabilização dos prejuízos arrancaram em Macau logo pela madrugada, assim que a pior tempestade do ano, o tufão Mangkhuto, se começou a afastar gradualmente do território.

Ao amanhecer, o tufão, que fez mais de uma centena de mortos à passagem pelas Filipinas e China continental, obrigou as autoridades de Macau a emitirem os sinais máximos de alertas e deixou marcas visíveis do seu impacto no território.

À semelhança do que sucedeu em 2017, com o tufão Hato, que causou dez mortos em Macau, o Porto Interior voltou a ficar inundado, obrigando à evacuação de algumas áreas.

Comerciantes e moradores das zonas baixas da península de Macau procediam esta manhã à limpeza dos estabelecimentos e das habitações, à retirada de sacos de areia colocados à entrada das portas, ao mesmo tempo que faziam um primeiro balanço dos prejuízos causados.

Na rua, amontoava-se o recheio das casas e do comércio local, boa parte dele pronto para seguir para o lixo que se amontoou nas artérias da cidade, apesar do esforço das autoridades em criar pontos adicionais de recolha.

Árvores derrubadas, andaimes destruídos, queda de placares e reclamos e deslizamento de terras foram alguns dos quase 500 incidentes registados pelas autoridades durante o fim de semana.

Ao contrário do tufão Hato, em agosto do ano passado, o Mangkhuto não reclamou vidas em Macau. Em 2017 as autoridades registaram cerca de 240 feridos, um valor mais de dez vezes superior àquele contabilizado este fim de semana, apesar da mesma intensidade do tufão.

Esta segunda-feira as escolas e os serviços públicos encerraram, mas os transportes começaram a funcionar logo pela manhã, apesar de alguns troços se encontrarem cortados, ao mesmo tempo que as autoridades procediam ao restabelecimento de energia elétrica em alguns pontos da cidade.

As autoridades de Macau anunciaram hoje a reabertura das pontes que ligam a península à ilha da Taipa e o reinício das ligações marítimas e aéreas.

Hong Kong paralisada

Mais de 600 estradas estão bloqueadas em Hong Kong devido aos destroços provocados pela passagem do tufão Mangkhut, no domingo, que deixou mais de 200 feridos naquele território, noticiou hoje um jornal local.

De acordo com o South China Morning Post, centenas de estradas encontravam-se hoje de manhã cortadas ao trânsito, devido a inundações e à queda de árvores. As principais companhias de autocarros anunciaram também esta manhã a suspensão da maior parte dos serviços.

Depois de devastar o norte das Filipinas, onde provocou pelo menos 65 mortos, segundo o último balanço oficial, o Mangkhut atravessou o mar do Sul da China no domingo, atingindo a China continental e as regiões administrativas especiais de Hong Kong e de Macau. Quatro pessoas morreram na província de Guangdong, sul da China, devido à queda de árvores e materiais de construção, causada pelo Mangkhut.

Em Hong Kong, o governo local descreveu os danos como "sérios e importantes", de acordo com a agência France-Presse (AFP), que refere mais de 300 feridos.

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