Trump recebe presidente da Argentina e crise na Venezuela está na agenda

Mauricio Macri será o segundo presidente latino-americano a ser recebido por Trump

O Presidente norte-americano, Donald Trump, recebe o seu homólogo argentino, Mauricio Macri, no próximo dia 27 de abril para discutir "as relações bilaterais e regionais", incluindo "a deterioração da situação na Venezuela", informou hoje a Casa Branca.

"Os dois líderes vão partilhar pontos de vista sobre um conjunto de questões bilaterais e regionais, incluindo a expansão do comércio, a cooperação no setor da segurança e a deterioração da situação na Venezuela", indicou um comunicado divulgado pela Presidência dos Estados Unidos.

A mesma nota informativa acrescentou que Trump e Macri vão ainda "discutir formas de aprofundar a estreita aliança entre os Estados Unidos e a Argentina".

Depois do chefe de Estado peruano, Pedro Pablo Kuczynski, que esteve em finais de fevereiro em Washington, Mauricio Macri será o segundo Presidente latino-americano a ser recebido por Trump, que assumiu funções no passado dia 20 de janeiro.

Trump e Macri já conversaram por telefone em várias ocasiões. Durante essas conversas, a questão da Venezuela foi um dos temas abordados.

Após a vitória do liberal Macri nas eleições de 2015, as relações entre os Estados Unidos e a Argentina, que atravessaram uma fase mais tensa durante a liderança de Cristina Fernández Kirchner (2007-2015), foram retomadas com mais vigor.

O antecessor de Trump, Barack Obama, viajou em 2016 para a Argentina, naquela que foi a primeira visita de um Presidente americano em quase uma década.

A Venezuela atravessa uma crise económica, política e social, com registo de manifestações e distúrbios nas ruas.

A oposição venezuelana manifestou-se nos últimos dias em Caracas para apoiar o Parlamento, dominado pela oposição ao Presidente, Nicolas Maduro, na exigência da convocação de eleições e do afastamento dos juízes do Supremo Tribunal de Justiça.

Em finais de março, a alta instância judicial decidiu assumir o poder legislativo da Assembleia Nacional (Parlamento), controlada pela oposição a Maduro. Poucos dias depois, e do anúncio de várias manifestações, Nicolas Maduro anunciava que o Supremo ia rever esta decisão.

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