Trump quer reduzir contribuição dos EUA para a ONU

Os Estados Unidos asseguram 28% do financiamento das operações de manutenção de paz conduzidas pelas Nações Unidas, cujo orçamento anual é de 7,8 mil milhões de dólares (7,2 mil milhões de euros)

A administração Trump prepara dois decretos que preveem a redução ou eliminação da contribuição financeira dos Estados Unidos a várias agências da ONU e organizações internacionais e a revisão de vários tratados, informou esta quarta-feira o New York Times.

O primeiro projeto de decreto inclui a criação de uma comissão para analisar o valor dos cortes a fazer e a que organizações, segundo o 'site' do diário.

Recomenda que se preste especial atenção às operações de manutenção de paz, ao Tribunal Penal Internacional e à ajuda aos países que "se opõem às decisões importantes dos Estados Unidos", assim como ao Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP).

Não parece ter em conta o facto de os Estados Unidos não contribuírem para o financiamento do Tribunal Penal Internacional.

Os Estados Unidos asseguram 28% do financiamento das operações de manutenção de paz conduzidas pelas Nações Unidas, cujo orçamento anual é de 7,8 mil milhões de dólares (7,2 mil milhões de euros).

O decreto pede ainda que se deixe de contribuir financeiramente para qualquer agência das Nações Unidas ou organização internacional que preencha um dos critérios mencionados no documento.

Assim, qualquer organização que tenha concedido o estatuto de membro de pleno direito à Autoridade Palestiniana ou a Organização de Libertação da Palestina, que apoie programas que apoiam o aborto ou que viole as sanções contra o Irão ou a Coreia do Norte arrisca-se a perder a ajuda financeira dos Estados Unidos, segundo o projeto de decreto.

Para as outras, o texto recomenda "pelo menos 40% de redução global" da contribuição.

O segundo projeto impõe uma moratória sobre todos os tratados multilaterais que não estão "diretamente ligados à segurança nacional, extradição ou comércio internacional", de acordo com o documento consultado pelo New York Times.

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