Trump: "Isto da presidência está a custar-me uma fortuna"

Em visita a uma unidade industrial da Shell Trump falou aos trabalhadores e garantiu que está a perder milhões de dólares em advogados porque "todos os dias" alguém o processa "por alguma coisa"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava em visita oficial a uma unidade industrial no estado da Pensilvânia e abordou o assunto a propósito das notícias sobre a estadia, no Trump Hotel, da comitiva do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman.

"Alguém disse, oh ele podia ter alugado um quarto a um homem da Arábia Saudita por 500 dólares, mas e os cinco biliões [cinco mil milhões] que vou perder", questionou-se durante um discurso perante os trabalhadores da Shell Petrochimical, na cidade de Monaca, para responder de imediato: "Isto de ser presidente está custar-me uma fortuna", segunda relata a cadeia NBC News no seu site.

Estimando que a presidência lhe está a custar "provavelmente entre três e cinco biliões [mil milhões] de dólares", Trump explicou que tem de pagar elevadas somas advogados, "porque todos os dias me processam por alguma coisa", disse, antes de acrescentar que "adora" o cargo porque está a torrnar as "vidas de outras pessoas muito, muito, melhor".

De acordo com a notícia da NBC, aquele valor não é verificável, por Donald Trump não ter divulgado as suas declarações fiscais.

Trump lembrou o processo de emolumentos submetido por legisladores democratas contra ele, o qual está atualmente em tribunal.

Na constituição norte-americana existe uma cláusula sobre emolumentos que estabelece que aqueles que são empregados pelo Governo Federal não estão autorizados a aceitar presentes, títulos de nobreza ou cargos de outros países ou governantes sem aprovação do Congresso.

No mesmo discurso, na Pensilvânia, Trump tentou argumentar que o ex-presidente Barack Obama também pode ser culpado de emolumentos por um contrato de publicação de um livro que lhe rendeu 60 milhões de dólares.

"Eu fui processado em uma coisa chamada 'emolumentos'", disse Trump. "Mas ninguém vê Obama a receber 60 milhões por um livro. Aí está rudo bem, mesmo que nunca ninguém na história tenha ganhado tanto dinheiro para um livro... Já comigo, é tudo [criticado]", referiu.

No entanto, o acordo de Obama foi feito depois de ter deixado o cargo na Casa Branca. A cláusula do emolumento aplica-se aos titulares de cargos federais, e não aos cidadãos particulares.

Sobre a sua reeleição (ou não), Donald Trump queixou-se da má imprensa, afirmando que seria muito fácil [ser reeleito] "se tivesse uma imprensa justa".

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