Trump e Netanyahu discutiram "a ameaça Irão" ao telefone

O novo presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro de Israel debateram questões da política regional

O novo Presidente norte-americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, debateram "as ameaças que o Irão coloca" e concordaram que a paz israelo-palestiniana só pode ser "negociada diretamente", anunciou hoje a Casa Branca.

Os dois governantes falaram hoje à noite por telefone e "acordaram continuar a trocar pontos de vista sobre uma série de questões regionais, incluindo sobre como lidar com as ameaças que o Irão coloca", indicou a Casa Branca, dando o primeiro indício de endurecimento da política do novo Governo dos Estados Unidos em relação a Teerão.

Segundo a mesma fonte, não foi abordada a sugestão de Trump de transferir a embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém, uma jogada que quebraria o consenso com a maior parte da comunidade internacional, que não reconhece Jerusalém como capital de Israel, e poderia desencadear mais violência na região.

Horas antes, a Casa Branca contrariou indicações de que uma decisão sobre essa questão estivesse iminente.

"Estamos nas fases iniciais da própria discussão desse assunto", declarou o secretário da Imprensa da presidência norte-americana, Sean Spicer, citado pela agência de notícias francesa, AFP.

O Presidente palestiniano, Mahmud Abbas, advertiu que a mudança da embaixada desferiria um duro golpe sobre a esperança de paz no Médio Oriente, e a ONU e a União Europeia expressaram preocupação com tal proposta.

Durante a conversa telefónica de hoje, Trump também sublinhou a necessidade de negociações diretas entre israelitas e palestinianos.

"O Presidente salientou que a paz entre Israel e os palestinianos só pode ser negociada diretamente pelas duas partes e que os Estados Unidos vão trabalhar estreitamente com Israel para avançar no sentido desse objetivo", disse a Casa Branca.

Durante a conversa telefónica, Donald Trump convidou Benjamin Netanyahu a visitar Washington em fevereiro.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou os seus planos de ir a Washington no início de fevereiro, após ter adiado a votação de uma proposta para anexar um dos maiores colonatos da Cisjordânia, aparentemente para coordenar a sua política em relação aos palestinianos com a nova administração norte-americana.

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