Trump e aliados atacam imprensa. Democratas querem ver relatório completo

Porta-voz do presidente norte-americano diz que a comunicação social deve um pedido de desculpas a Trump. Democratas não estão convencidos e pedem que todos os documentos sejam públicos

As reações ao relatório Mueller são diversas, com Trump e os seus aliados a clamarem vitória e a dirigirem fortes críticas à comunicação social e ao Partido Democrata. Com a investigação do procurador especial Robert Mueller a concluir que não existem provas de coordenação entre a equipa de campanha de Donald Trump e a Rússia nas eleições presidenciais de 2016, os analistas políticos norte-americanos, como Stephen Collinson na CNN, apontam que este é um momento decisivo para Trump e que pode significar uma nova era. Os democratas ainda estão cautelosos e pedem a divulgação do relatório na íntegra.

Trump, que estava na Florida, reagiu logo no domingo, primeiro no Twitter e depois em declarações à comunicação social. "Não houve conluio, não houve obstrução, exoneração total e completa. Mantemos a América grande!", escreveu Trump, na sua conta da rede social Twitter, depois de ter classificado a investigação sobre se houve ou não acordo entre a sua equipa de campanha das presidenciais de 2016 e a Rússia para influenciar os resultados das eleições como uma "iniciativa de demolição ilegal que fracassou".

Hoje, a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, disse que "os democratas e os media liberais" devem um pedido de desculpas a Trump.

No programa "Today" da NBC perguntaram a Sanders se Trump devia pedir desculpas a Mueller por meses de ataques à sua investigação. A assessora de Trump virou para outro lado. "Os media e os democratas classificaram o presidente como um agente de governos estrangeiros. Essa é uma acusação igual à traição, que é punível com a morte neste país. Perderam dois anos e criaram uma enorme perturbação e distração de coisas que afetam a vida quotidiana de todos", disse Sanders.

Durante a entrevista, Sanders também disse que Trump "não tem nenhum problema" com o relatório subjacente de Mueller seja revelado, mas deixa essa decisão para William Barr, secretário da Justiça norte-americano.

Segundo o The Washington Post, as autoridades russas, entretanto, continuaram a insistir que o seu país não interferiu na eleição de 2016.

Do lado dos democratas, pede-se que o relatório seja público. "É urgente que o relatório completo e todos os documentos associados sejam tornados públicos", defenderam, em comunicado, a líder dos democratas no Congresso dos EUA, Nancy Pelosi, e o líder da minoria do Senado, Chuck Schumer. Por sua vez, os democratas Jerrold Nadler, Adam Schiff e Elijah Cummings, que lideram três importantes comités parlamentares no Congresso, consideraram que o relatório Mueller "não exonera o Presidente".

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