Trump diz que cimeira é "oportunidade única" para Kim

Presidente dos EUA falou aos jornalistas antes de deixar mais cedo o encontro do G7, no Canadá, para viajar para uma "missão de paz" em Singapura, onde se reunirá com o líder norte-coreano.

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que a cimeira de Singapura é uma "oportunidade única" para o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Mas mostrou-se convencido de que o encontro "vai correr muito bem".

Trump fez as declarações aos jornalistas antes de deixar mais cedo a cimeira do G7, que está a decorrer no Quebeque, precisamente para viajar para Singapura, onde vai decorrer a reunião histórica com Kim, na terça-feira, dia 12.

"Acho que bastará um minuto para saber se alguma coisa boa vai acontecer", afirmou Trump sobre o encontro com o líder norte-coreano. Segundo o presidente, se achar que não vai acontecer nada então "não vou perder o meu tempo" e "não quero gastar o tempo dele", referindo-se a Kim Jong-un.

"Vamos com uma atitude positiva e acho que vai correr tudo bem. Mas quem sabe", afirmou, lembrando contudo que vai entrar em "território desconhecido no mais verdadeiro sentido do termo".

É a primeira vez que um presidente norte-americano se reúne com um líder norte-coreano.

Dizendo estar prestes a empreender uma "missão de paz" em Singapura, Trump explicou estar otimista, acreditando que Kim está preparado para "fazer algo muito positivo pelo seu povo, para si próprio e para a sua família".

Menos de 24 horas no Canadá

Trump sai mais cedo da cimeira do G7, não tendo sequer passado 24 horas com os aliados - Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão.

O presidente norte-americano deixou um aviso aos outros países para não retaliarem contra os EUA pela aplicação de tarifas às importações de aço e alumínio. "Se retaliarem, estão a cometer um erro", afirmou.

Trump falou com os aliados sobre políticas comerciais e apelou ao fim de todas as tarifas, barreiras comerciais ou subsídios. "É assim que devia ser", afirmou, dizendo que a discussão foi "extremamente produtiva".

O presidente norte-americano atribuiu ainda "nota 10 em 10" à qualidade das suas relações com outros líderes, particularmente o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel.

Regresso da Rússia

Trump defendeu, ainda antes de chegar ao Quebeque, o regresso da Rússia ao grupo dos países mais industrializados - Moscovo foi afastado em 2014, após a anexação da Crimeia e o apoio aos separatistas pró-russos na Ucrânia.

"Estamos à procura de paz no mundo", disse, reiterando o apelo para o regresso da Rússa. "Não estamos a jogar jogos", acrescentou, admitindo que não fala com o presidente russo, Vladimir Putin, há algum tempo.

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