Trump acusa China de querer interferir nas próximas eleições

Depois de aplicar nova taxa de 10% a produtos chineses, abrindo uma "guerra comercial" em que a China já está a retaliar , o Presidente dos Estados Unidos ainda acusou o gigante asiático de ingerência nas eleições de novembro para o Congresso

O Presidente norte-americano, Donald Trump, acusa a China de "abertamente" assumir que pretende interferir com as próximas eleições para o Congresso dos Estados Unidos, que decorrem em novembro. A acusação, feita no twitter, o meio de comunicação de eleição do presidente norte-americano, surge na sequência da aprovação de taxas sobre as importações de produtos chineses que, dizem os analistas, poderá dar início a uma guerra comercial sem precedentes entre os dois países.

"A China declarou abertamente que está ativamente a tentar ter impacto e mudar a nossa eleição através de ataques aos nossos agricultores, rancheiros e trabalhadores industriais devido à lealdade deles para comigo", anunciou. "O que a China não entende é que estas pessoas são grandes patriotas e percebem perfeitamente que a China tem vindo a abusar dos Estados Unidos nas transações comerciais há muitos anos".

Trump prossegue, num comentário dividido em duas publicações distintas no Twitter, dizendo que estes norte-americanos "também sabem" que ele próprio é o único "que sabe como pará-los". E acaba em tom de ameaça: "Iremos avançar em grande e rapidamente com retaliações económicas contra a China se os nossos agricultores, rancheiros e/ou trabalhadores industriais forem visados".

As taxas de 10% sobre os produtos Made in China surgem em complemento de um conjunto de outras penalizações sobre os mesmos bens, aplicadas no início do ano, cujo impacto global foi estimado em cerca de 42,7 mil milhões de euros.

De fora da nova taxa, por pressão da Apple, que produz vários dos seus produtos e componentes na China, ficaram para já o Iphone e o Airpod.

Apesar das ameaças de Trump, a China já reagiu à aplicação das novas taxas pelos Estados Unidos, anunciando que irá retaliar com medidas avaliadas em 51, 22 mil milhões de euros.

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