Três pessoas em prisão preventiva após operação antiterrorista em França

Fundos da associação xiita onde foram feitas buscas foram congelados por um período de seis meses

Três pessoas ficaram em prisão preventiva, nomeadamente por posse ilegal de armas de fogo, após uma operação antiterrorista que visou a sede da associação xiita "Centre Zahra France" e as casas de seus principais líderes, no norte de França.

De acordo com uma fonte próxima do caso, inicialmente onze pessoas foram detidas como parte desta operação em Grande-Synthe.

Os fundos da associação também foram congelados por um período de seis meses, de acordo com o Jornal Oficial de França.

Cerca de 200 agentes policiais efetuaram esta terça-feira buscas na sede da associação "Centre Zahra France", na cidade de Grande-Synthe, norte de França, e nas casas dos principais líderes devido ao seu "forte apoio" a "várias organizações terroristas", anunciaram as autoridades francesas.

Esta operação, iniciada às 6:00 (05:00 em Lisboa), "faz parte da prevenção do terrorismo", disse a prefeitura de Grande-Synthe, em comunicado.

As atividades da associação são "especialmente seguidas por causa do apoio dos seus líderes a várias organizações terroristas e a movimentos que defendem ideias contrárias aos valores da República", argumentaram as autoridades da comuna que pertence à região Nord-Pas de Calais.

As buscas administrativas, chamadas de "visitas domiciliares", foram introduzidas após o término do estado de emergência no outono de 2017.

Na página da Internet da associação "Centre Zahra France" está mencionado que o seu propósito "é divulgar a mensagem do Islão, através dos olhos do Profeta e da sua família, torná-los conhecidos, traduzir os seus pensamentos e testemunhar de suas obras".

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