Tráfico de crianças. Quase 400 detidos em operação da Europol

Mais de 60 menores foram identificados como potenciais vítimas de tráfico humano durante uma operação conjunta conduzida à escala europeia pela Europol - e na qual Portugal também participou

Uma operação anti tráfico de crianças da Europol na qual Portugal também participou conduziu a quase 400 detenções (388), identificando-se 249 potenciais vítimas, 60 das quais comprovadamente menores (em relação a 107 não foi possível estabelecer a idade).

Segundo um comunicado da Europol, a operação, também apoiada pela Frontex, decorreu entre 5 e 11 de outubro e envolveu 12 países: Portugal, Áustria, Bélgica, Croácia, Chipre, Alemanha, Lituânia, Roménia, Eslovénia, Espanha, Holanda e Reino Unido.

A Europol diz que participaram "uma ampla gama de autoridades", incluindo polícias, agências de imigração e de controlo de fronteiras, polícias de transporte, serviços de assistência social e proteção à criança e inspetorias do trabalho.

As autoridades nacionais envolvidas concentraram-se nas passagens de fronteira e nos principais centros de transporte para identificar potenciais vítimas e suspeitos de tráfico de seres humanos. Cada país adaptou as atividades de acordo com as formas de tráfico de crianças prevalecentes

Estiveram envolvidos 5380 agentes oficiais. Foram identificadas ao todo cerca de 59 mil pessoas em 1 529 localizações, sendo verificados 15 923 veículos e 39 860 documentos.

A Europol afirma que as crianças são um dos principais alvos dos traficantes de seres humanos. Contam para isso com o facto de muitas vezes o crime não ser denunciado visto que os seus agentes primários são muitas vezes as próprias famílias.

As crianças são traficadas para efeitos de exploração sexual ou laboral (mendicância forçada, pequenos crimes, etc). Menores traficados de países não pertencentes à UE também são frequentemente vítimas de contrabandistas de migrantes que colaboram com adultos que acompanham as crianças fingindo ser seus parentes ou tutores legais.

A Europol coordenou a operação e facilitou o intercâmbio de informações e de comunicações em tempo real entre os países participantes, prestando também apoio analítico e operacional.

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