Tomada de reféns leva a manifestação e a confrontos

Dezenas de pessoas foram detidas em noite de confrontos entre polícias e manifestantes

A polícia da Arménia anunciou hoje a prisão de dezenas de pessoas na capital, Erevan, após confrontos na véspera entre agentes e manifestantes, no âmbito de uma tomada de reféns numa esquadra em curso desde domingo.

Na noite de quarta-feira, manifestantes atacaram com pedras membros das forças de segurança destacados para as imediações do edifício em Erevan, onde se encontra um grupo de homens armados ligados à oposição com quatro reféns, segundo um jornalista da AFP.

Furiosos com a forma como o Governo está a gerir a tomada de reféns, os manifestantes reclamam que as autoridades resolvam a crise de forma pacífica.

A polícia respondeu usando gás lacrimogéneo e granadas "de efeito moral", assim designadas pelo barulho que provocam.

Pelo menos 51 pessoas, incluindo 25 polícias, ficaram feridas nos confrontos, segundo as autoridades.

Cerca de 2.000 manifestantes continuaram a protestar no local, erguendo barricadas, até serem dispersados pela polícia antimotim, que efetuou dezenas de detenções.

Pelo menos 15 políticos da oposição figuram entre os detidos, disse aos jornalistas o deputado Nikol Pachinian.

No domingo de manhã, um grupo armado ligado à oposição arménia tomou o controlo de uma esquadra da polícia em Erevan, tendo abatido a tiro um agente e feito reféns e exigido a demissão do Presidente da Arménia.

Dois altos quadros, o chefe adjunto da polícia nacional e o chefe adjunto da polícia de Erevan estão entre os reféns.

Os atacantes, que se apoderaram de um grande arsenal da polícia, apelaram aos arménios para saírem à rua para apoiar as suas reivindicações.

Mais de 1.500 pessoas manifestaram-se nas ruas da capital arménia na segunda-feira para protestar contra o Governo e exigir uma resolução pacífica da crise.

O Departamento de Estado norte-americano condenou este "recurso à violência" e apelou ao Governo a "gerir a situação com uma resposta adequada".

Sefilyan, líder de um pequeno grupo da oposição, a Frente de Salvação Popular da Nova Arménia, e seis dos seus apoiantes foram detidos em junho após as autoridades os terem acusado de se prepararem para tomar o controlo de vários edifícios governamentais e instalações de telecomunicações em Erevan.

Antigo militar, o Presidente Sarkissian foi eleito em 2008 e a sua eleição, contestada pela oposição, provocou motins que causaram dez mortos.

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