Theresa May anuncia fim de imigração sem qualificações

Com o fim da livre circulação de pessoas vão entrar menos pessoas, mas mais qualificadas, garante a governante britânica. Theresa May anunciou ainda que está a trabalhar numa nova proposta de acordo com a UE sobre a Irlanda do Norte.

A primeira-ministra britânica anunciou que o atual sistema de imigração será substituído após a saída do Reino Unido da União Europeia. "Pela primeira vez em décadas vai ser este país a controlar e a escolher quem queremos que venha. Durante demasiado tempo as pessoas sentiram-se ignoradas no que toca à imigração e os políticos não levaram as suas preocupações de forma suficientemente séria", escreveu Theresa May num comunicado.

"Quando sairmos [da UE] vamos instaurar um sistema de imigração que vai pôr fim, de uma vez por todas, à livre circulação", anunciou. "Vai ser um sistema baseado nas competências dos trabalhadores e não na suas origens. Este novo sistema vai contribuir para a redução da imigração de pessoas pouco qualificadas. Vai colocar o Reino Unido na via de uma imigração restrita a níveis viáveis, como foi prometido", concluiu

No programa eleitoral das últimas eleições (junho de 2017), May comprometeu-se em baixar os números da imigração para menos de 100 mil pessoas por ano. Em 2016 entraram no Reino Unido 273 mil pessoas.

Nova proposta

O comunicado foi divulgado antes do congresso do partido conservador, que este ano se realiza em Birmingham. Numa entrevista à BBC, a chefe do governo e líder dos tories revelou que está a preparar uma nova proposta a apresentar em Bruxelas sobre o acordo do brexit.

"Posso explicar porque vamos apresentar as nossas propostas? É porque o plano que a União Europeia apresentou não é aceitável para nós. Porque o plano que a União Europeia apresentou é aquele que mantém a Irlanda do Norte na união aduaneira e garante que na realidade haja uma fronteira alfandegária no mar da Irlanda", disse à rádio da BBC.

Esta ideia já foi secundada pela líder do partido unionista irlandês, Arlene Foster. "Sempre dissemos que temos apenas um limite. Não podemos ser separados do resto do Reino Unido, quer do ponto de vista constitucional, quer do ponto de vista económico", afirmou.

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