Suspeito do ataque no metro é cidadão russo nascido no Quirguistão

Um porta-voz do GKNB terá identificado o suspeito como sendo Akbarzhon Jalilov, nascido na cidade de Osh em 1995.

O suspeito do atentado no metro em São Petersburgo, na Rússia, é um cidadão russo nascido no Quirguistão. A informação foi confirmada pelo Comité Nacional de Segurança do Quirguistão (GKNB) e está a ser veiculada pela agência de notícias quirguiz, Akipress.

Um porta-voz do GKNB terá identificado o suspeito como sendo Akbarzhon Jalilov, nascido na cidade de Osh em 1995.

Ontem, os media russos mostraram imagens de videovigilância de um homem de meia idade, com barba e com a cabeça coberta, que seria o principal suspeito da polícia do ataque de segunda-feira que fez 14 mortos e mais de 40 feridos, segundo novo balanço oficial.

O indivíduo, no entanto, entregou-se horas mais tarde às autoridades e garantiu estar inocente.

O atentado ainda não foi reivindicado, mas a Rússia tem sido alvo de ameaças do Estado Islâmico (por causa da Síria) e, além disso, os rebeldes chechenos, responsáveis por um ataque ao metro de Moscovo, têm sido notícias pela aproximação ao Estado Islâmico.

A bomba explodiu entre as estações de Sennaya Ploshchad e Tekhnologichesky Institut e terá sido detonada por um bombista suicida. A Interfax ao fim da noite citava fonte policial dando conta que restos mortais de um homem que foram encontrados na zona têm vestígios que apontam para que se trate do bombista, ainda que a sua identificação só possa ser feita após testes de ADN.

Um segundo engenho explosivo foi detetado e neutralizado numa outra estação de metro, a algumas paragens da estação onde explodiu a bomba, noticiaram as agências noticiosas russas.

De acordo com um comunicado do Comité Nacional Antiterrorismo da Rússia (NAK), citado pelas agências russas, o engenho foi "encontrado e neutralizado na altura certa" na estação da Praça Vosstaniya.

O presidente russo, Vladimir Putin, esteve ontem no local da explosão, onde depositou flores.

O Presidente dos Estados Unidos Donald Trump falou na segunda-feira com o seu homólogo russo Vladimir Putin e prometeu "apoio total" a Washington em resposta ao ataque mortal no metro de São Petersburgo.

"Tanto o Presidente Trump como o Presidente Putin concordaram que o terrorismo tem de ser rapidamente e decisivamente derrotado", dizia a Casa Branca em comunicado.

(Atualizada às 9:40 com novo balanço de vítimas mortais: 14)

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