Subscritora do impeachment de Dilma pede afastamento de Bolsonaro

Janaína Paschoal, que se elegeu pelo mesmo partido do presidente, está "arrependida" do voto. Miguel Reale Junior, o outro subscritor, quer que o chefe de estado se submeta a teste de sanidade mental

Janaína Paschoal, deputada estadual pelo PSL, o ex-partido de Jair Bolsonaro, exigiu o afastamento do presidente da República, em discurso na assembleia legislativa de São Paulo. A subscritora do impeachment de Dilma Rousseff, que chegou a ser convidada para concorrer como vice-presidente de Bolsonaro em 2018, acusa-o de "homicídio doloso" por ter ido cumprimentar manifestantes em Brasília mesmo sendo um potencial contaminador. Para ela, Hamilton Mourão, vice-presidente, pode assumir a chefia de estado.

"Esse senhor tem que sair da Presidência da República. Deixa o Mourão, que entende de defesa. Nosso país está entrando numa guerra contra um inimigo invisível. Deixa o Mourão que é treinado para a defesa conduzir a nação. Não tem mais justificativa. Como um homem que está possivelmente infetado vai para o meio da multidão? Como um homem que faz uma live na quinta e diz para não ter protestos vai participar desses mesmos protestos e manda as deputadas que são paus mandados dele chamar o povo para a rua. Eu me arrependi do meu voto. Que país é esse? Como esse homem vai lá, potencialmente contaminando as pessoas, pegando nas mãos e beijando? Ele está brincando? Ele acha que ele pode tudo? As autoridades têm que se unir e pedir para ele se afastar. Nós não temos tempo para um processo de impeachment. Estamos sendo invadidos por um inimigo invisível e precisamos de pessoas capazes e competentes para conduzir a nação. Quero crer que o Mourão possa fazer esse trabalho por nós".

Miguel Reale Junior, outros dos subscritores do afastamento de Dilma em 2016, sugeriu "um teste de sanidade mental" a Bolsonaro. "Expor pessoas a risco de contágio é crime", sublinhou ao jornal O Estado de S. Paulo.

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