Serviço militar obrigatório em debate após corrida ao exército

Número de jovens a alistar-se disparou após ataques de dia 13 em Paris.

Até finais de 2014, não chegavam a 150 os pedidos diário de alistamento que o site de recrutamento do Ministério da Defesa francês recebia. Um número que depois dos atentados de janeiro em Paris, passou para os 500 e que agora, desde os ataques do passado dia 13 disparou para os 1500 pedidos diários. Esta corrida ao exército - o ramo mais procurado pelos jovens - já teve um efeito prático: reabrir o debate sobre o serviço militar obrigatório, suspenso em França desde 1996.

"Nem queria acreditar!", admitia ao Le Monde o coronel Eric de Lapresle, comentando os pedidos que chegam todos os dias ao site s"engager.fr. Estima-se assim que em 2015 o exército receba 160 mil candidaturas. Destes, apenas 60 mil passarão nos testes físicos, médicos e psicológicos e só 16 mil deverão integrar as Forças Armadas francesas.

Perante a ameaça terrorista, François Hollande pôs fim à redução de vagas nas Forças Armadas. Mas o presidente nada disse sobre repor o serviço militar obrigatório, limitando-se a elogiar o serviço militar voluntário. Restabelecido após os ataques de janeiro, este prevê que os jovens passem 6 a 12 meses sob tutela do exército, usando o uniforme, mesmo sem ter treino militar.

Desde dia 13 várias as vozes pediram o regresso do serviço militar obrigatório, a começar por 19 deputados, de esquerda e direita, que assinaram uma petição nesse sentido. Mas há questões por responder, como se seria para rapazes e raparigas. Já para não falar nos custos. Em 1996 cada recruta custava ao Estado 7895 euros/ano.

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