Senado condena franquismo com abstenção do PP e do Ciudadanos

A moção foi apresentada pelo grupo socialista a coincidir com o 20 de novembro, aniversário da morte de Franco.

O Senado espanhol condenou "categoricamente" o franquismo e "qualquer ato de exaltação do mesmo", numa moção que teve 97 votos favoráveis (do PSOE, do Unidos Podemos e dos nacionalistas bascos e catalães) e 136 abstenções (do Partido Popular, que tem a maioria absoluta nesta câmara, do Ciudadanos, da União do Povo Navarro e do Foro Astúrias.

A moção foi apresentada pelo grupo socialista a coincidir com o 20 de novembro, aniversário da morte de Franco. A moção socialista pronuncia-se também favoravelmente à exumação dos restos mortais do ditador do Vale dos Caídos, indicando que isso é "acabar com a anomalia histórica de manter enterrado o ditador num mausoléu público junto com milhares das suas vítimas". Apoia a resolução do Parlamento Europeu que insta a proibir qualquer fundação ou associação que exalte e glorifique o nazismo e o franquismo.

O PP optou pela abstenção depois de o grupo socialista recusar fazer uma emenda e retirar a referência à exumação dos restos do ditador. O partido liderado por Pablo Casado também quis introduzir outra emenda, defendida pelo senador Remigio Joel Delgado Cáceres, para que a ilegalização das fundações ou associações incluíssem "outras ideologias, como o comunismo", mas sem sucesso.

O senador do PP Carlos Aragonés criticou os socialistas, acusando-os de esquerda parte das vítimas, exigindo o mesmo tratamento para os mortos do lado nacional e os do lado republicano. "Parece que há duas classes de vítimas, umas merecem memória e outras já a tiveram", disse. Além disso, assegurou que no seu grupo parlamentar existam diferentes sensibilidades. "Peço desculpa ao meu grupo porque sei que há gente que quer votar a favor, outros querem votar contra e outros abster-se, mas não queremos continuar a radicalizar", indicou.

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