Carta aos militantes: Sánchez apelida de "imprescindível" o acordo com Iglesias

Líder socialista enviou uma carta aos militantes que no próximo sábado se têm que pronunciar sobre o acordo de governo alcançado com a Unidas Podemos.

O líder dos socialistas espanhóis, Pedro Sánchez, lançou este sábado um apelo aos militantes para que aprovem o acordo de governo de coligação negociado com a aliança Unidas Podemos, alegando que este é "imprescindível" tendo em conta o resultado eleitoral. Os militantes vão ratificar o acordo no próximo sábado, 23 de novembro.

O governo de coligação entre o PSOE e a aliança liderada por Pablo Iglesias é um "que pode dar as melhores respostas aos problemas nacionais. Mas é, além disso, o único capaz de romper o ciclo interminável de eleições e bloqueios sucessivos que arrastamos há quatro anos", defendeu Sánchez, numa carta enviada aos militantes e publicada nas redes sociais.

Segundo Sánchez, tanto PSOE como Unidas Podemos têm as garantias que necessitavam. "Para a Unidas Podemos era crucial participar no Conselho de Ministros. Para o PSOE era condição indispensável garantir um único governo coeso, baseado na lealdade e na solidariedade governamental", escreveu, dizendo que o pré-acordo abre o caminho ao primeiro governo de coligação da história da democracia espanhola.

O líder socialista reitera que irá apelar à responsabilidade das outras forças parlamentares, "especialmente aquelas que partilham os valores de progresso, para que contribuam a procurar soluções onde outros se empenham em pôs obstáculos".

"Somos a esperança progressista para milhões de pessoas que contrmplam com preocupação o auge da extrema-direita, fortalecida por umas direitas que se acobardam diante das suas mensagens do ódio e que se abraços a ela em governos autonómicos e municipais cada vez mais retrógrados", escreveu Sánchez na carta aos militantes.

"Não vamos aceitar que o discurso de ódio e a intolerância avance. Tão pouco que se frustre a vontade maioritária de contar com um governo progressista. Menos ainda que se perpetue o bloqueio político que impede que o nosso país tenha governo. Espanha não pode viver na interinidade política por mais tempo", acrescentou.

Sánchez pede aos militantes socialistas que aprovem o acordo. "Peço muito mais do que o teu voto. Peço também o teu compromisso e a tua colaboração paratrazer, difundir e defender a ação desse governo de coligação progressista frente a todos os obstáculos que surjam no caminho", indicou.

A carta de Iglesias

O líder do Podemos já tinha enviado uma carta aos seus militantes para "agradecer" o trabalho de todos. "Este acordo foi possível graças a vocês, ao esforço quotidiano de milhares de pessoas anónimas que nunca baixaram os braços e continuaram a empurrar, frente à enorme resistência daqueles que trabalham para que nada mude, com o objetivo de conseguir um governo que defende as pessoas", escreveu.

"Agora virão novos e grandes desafios. Temos por diante a tarefa história e ilusionante de participar num governo que equilibre a balança a favor da maioria. E, ao mesmo tempo, temos também por diante a tarefa de fortalecer a nossa organização", acrescentou, segundo a cópia citada pelo El País.

"Os partidos da direita e os braços mediáticos do poder económico vão golpear-nos muito duro a cada passo que demos, por pequeno que seja. Vamos governar em minoria, dentro de um Executivo partilhado com o PSOE, em que encontraremos muitos limites e contradições, e no qual teremos que ceder em muitas coisas", indicou.

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