Rússia revela que pode ter matado líder do Estado Islâmico em ataque aéreo

Informação está a ser verificada, revelou esta sexta-feira Ministério da Defesa russo

O Ministério da Defesa russo revelou esta sexta-feira que está a analisar informação que indica que um ataque aéreo da Rússia, nos arredores da cidade de Raqqa, pode ter matado o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, no final de maio.

A notícia está a ser avançada pelas agências de notícias russas, citadas pela Reuters.

O bombardeamento, que tinha como alvo uma reunião de líderes do grupo terrorista, aconteceu no dia 28 de maio, indicou o Ministério. "De acordo com informação que está agora a ser verificada através de vários canais, o líder do Estado Islâmico, al-Baghdadi, que foi eliminado pelo ataque aéreo, estava presente nesta reunião", diz a agência RIA, citando o ministério russo.

Não é a primeira vez que há relatos da morte de al-Baghdadi. As movimentações do líder do Estado Islâmico foram desconhecidas durante algum tempo, ainda que as autoridades acreditem que este se encontrasse em Mossul, no Iraque, até que a coligação liderada pelos EUA começou as tentativas de terminar com o domínio terrorista na cidade, no final de 2016.

Se se confirmar esta morte, será um grande sucesso para a Rússia, que lidera uma ação militar em apoio ao Presidente sírio, Bashar al-Assad, desde setembro de 2015.

O Ministério da Defesa russo revelou ainda que os Estados Unidos foram avisados do ataque, acrescentando que entre os líderes do Estado Islâmico visados estavam ainda Abi al-Khadji al-Mysri, Ibrahim al-Naef al-Khadj e Suleiman al-Shauah.

Entretanto, um porta-voz da coligação liderada pelos EUA, citado pelas agências internacionais, diz que "não pode confirmar" a morte do líder do Estado Islâmico.

Paradeiro de Baghdadi era desconhecido

A única vez que Baghdadi apareceu em público, reclamando a criação do califado do Estado Islâmico, foi num vídeo divulgado em junho de 2014, no qual é visto a fazer um sermão em Mossul depois de o grupo terrorista ter conseguido o controlo da cidade.

Desde então, o Estado Islâmico perdeu uma quantidade considerável de território, assinala a BBC, e tem estado sob pressão dos ataques das forças russas e dos EUA e aliados.

No passado mês de março, Rex Tillerson, secretário de Estado dos EUA, garantiu que "quase todos" os subalternos de Baghdadi tinham sido mortos. "É uma questão de tempo até que o próprio tenha o mesmo destino", acrescentou.

Baghdadi nasceu em 1971 em Samarra, uma cidade a norte de Bagdad. Estudou na Universidade Islâmica de Bagdad, onde se doutorou em Estudo da Sharia (lei islâmica) , mas a sua radicalização terá ocorrido durante a ocupação norte-americana do Iraque, enquanto esteve preso em Campo Bucca.

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