Rússia muda posição sobre futuro de Assad? Moscovo diz que não

Porta-voz da diplomacia russa fala em "malabarismos" dos media ocidentais

"Não dizemos que Assad deve deixar ou ficar no poder", afirmou ontem a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, ao ser-lhe perguntado se era uma questão de princípio para Moscovo a permanência do presidente sírio à frente do governo em Damasco. Mas mais uma mudança de regime no Médio Oriente poderia transformar a região "num enorme buraco negro".

Zakharova, que falava numa entrevista à rádio Ecos de Moscovo notou, em seguida, que "se não houver um Estado sírio, não haverá ninguém para combater os terroristas no terreno". O uso do termo "terroristas", sem qualquer clarificação adicional, coincide com a linguagem empregue pelo regime de Damasco para classificar todos os grupos de oposição que o combatem de armas de mão. A porta-voz da diplomacia russa afirmou ainda que "o destino do presidente deve ser decidido pelo povo sírio".

Mais tarde, numa conferência de imprensa no Ministério dos Negócios Estrangeiros, Zakharova voltou a recorrer à mesma frase para afirmar que "a posição russa na questão síria permanece a mesma de sempre". A diplomata comentava assim as conclusões extraídas "por certos media ocidentais" das suas palavras à Ecos de Moscovo. "Ainda há pouco, esses media tentaram apresentar as coisas de uma forma a parecer que a Rússia teria alegadamente mudado de posição sobre" Assad.

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