Rússia denuncia ataques em cidade síria a partir da Turquia

Observatório Sírio de Direitos Humanos sírio deu igualmente conta de vários raides aéreos no país

O exército russo anunciou hoje que grupos armados atacaram uma cidade no norte da Síria a partir de território turco, acrescentando que já pediram explicações aos Estados Unidos.

"Na noite de 27 para 28 de fevereiro, o centro para a reconciliação das partes em conflito na Síria recebeu informações sobre um ataque a partir de território turco contra a cidade síria de Tall Abyad por unidades armadas utilizando artilharia intensiva", disse o general Sergueï Kouralenko.

O responsável, que falava a partir da base aérea russa de Hmeimim, acrescentou que esta informação foi verificada e confirmada "por vários canais, incluindo representantes das forças democráticas da Síria" e que o centro russo já pediu uma explicação ao centro norte-americano para a reconciliação, que está baseado em Amã.

Também o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) deu hoje conta de raides aéreos que zonas do norte e centro da Síria, no segundo dia de cessar-fogo, o que provocou pelo menos uma morte.

Nas zonas dos bombardeamentos estão presentes a subsidiária síria da Al-Qaida, a Frente al-Nusra, e também fações de tendência islâmica e brigadas do Exército Livre da Síria.

O OSDH não foi capaz de indicar se aqueles territórios foram incluídos ou não no acordo de cessar-fogo, que entrou em vigor no sábado.

A cessação das hostilidades, que exclui o grupo extremista do autodenominado Estado Islâmico (EI) e a Frente al-Nusra, que controlam mais de 50% do território sírio, parece estar a ser respeitado hoje, de acordo com os correspondentes da agência France Presse no terreno.

As próximas negociações de paz sobre a Síria devem começar em 07 de março, em Genebra, e durar cerca de três semanas.

Inédito em cinco anos de conflito armado, o cessar-fogo é encarado com ceticismo pela complexidade da sua aplicação no terreno, dada a fluidez de alianças entre grupos armados.

A guerra na Síria já fez mais de 270.000 mortos e mais de quatro milhões de refugiados.

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