Recém-nascidos salvos de bombardeamento em Alepo

Uma equipa de reportagem estava num hospital no preciso momento em que este foi bombardeado

A estação de televisão Al Jazeera estava num hospital da cidade síria de Alepo, na sexta-feira, no preciso momento em que este foi bombardeado. Os momentos que se seguem são angustiantes. Primeiro a escuridão, depois os gritos e, finalmente, as imagens do pânico das pessoas a tentar salvar-se a si e aos outros.

As equipas de reportagem seguem por entre corredores até chegarem a uma sala onde as enfermeiras tentam salvar bebés recém-nascidos e retiram-nos das incubadoras. São imagens que podem chocar.

As crianças foram levadas para uma outras sala, deitadas no chão, umas junto às outras e cobertas com mantas. Todas sobreviveram ao ataque.

No sábado, a conselheira norte-americana para a Segurança Nacional, Susan Rice, condenou os bombardeamentos que considerou "atrozes" que visaram hospitais em bairros tomados pelos rebeldes em Alepo, deixando um aviso a Damasco e Moscovo.

"Os Estados Unidos condenam fortemente os ataques terríveis contra instalações médicas e colaboradores de agências humanitárias. Não há desculpa para estes atos atrozes", declarou Rice, citada pela agência France Presse.

Alepo é disputada pelas forças de Damasco e pelos rebeldes desde meados de 2012, quando estes conquistaram amplas áreas da cidade, a segunda maior da Síria e uma das mais castigadas pelo conflito iniciado em março de 2011.

A situação é especialmente crítica nos bairros orientais, sitiados pelo regime desde julho último e onde, segundo a Organização das Nações Unidas, já não há alimentos para entregar aos civis necessitados.

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