Racismo e Trump. Biden exalta-se e quase sai palavrão

Ao falar sobre os supremacistas brancos em Charlottesville, o ex-vice-presidente deixou-se levar pelas emoções e esteve a letras de os insultar.

Joe Biden nunca foi um político comedido no que toca à forma de se expressar e não foi a idade que lhe trouxe mais temperança, a avaliar por algumas discussões acaloradas que teve com anónimos que o confrontaram durante a campanha para a nomeação democrata.

Na quinta-feira, o homem que deverá ser confirmado pela convenção democrata como o candidato adversário de Donald Trump esteve quase, quase a fazer um pequeno escândalo com o uso de uma expressão obscena. Em vez disso, Biden fez uma pausa e admoestou-se a si próprio e disse para ter cuidado com a língua, antes de acabar por dizer "gente racista".

Biden estava a falar numa mesa redonda sobre o seu plano de reabertura da economia em tempos de pandemia. A conversa acabou por resvalar na forma como Trump explora as divisões da sociedade, ao dizer que o presidente estava a colocar os americanos uns contra os outros com base na raça.

Depois de falar sobre o discurso de Trump contra os mexicanos, Biden recordou os comentários do candidato republicano após os violentos confrontos entre supremacistas brancos e manifestantes em Charlottesville, Virgínia, em 2017.

"Disse que havia 'pessoas muito boas' de ambos os lados", disse Biden. "Nenhum presidente na história dos Estados Unidos da América disse algo remotamente parecido".

Biden observou também que as palavras do presidente são importantes. "Quando um presidente fala, por muito bom ou mau que seja, as pessoas ouvem. E quando ele fala e dá credibilidade a estes racistas f...", e foi aí que pausou.

No lugar do impropério saiu "folks", traduzível como "povo" ou "gente", no caso, racista.

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