Queda de avião russo não deve travar luta contra os rebeldes

Dezenas de membros do Coro do Exército Vermelho entre as 92 pessoas que iam a bordo de avião que seguia para a Síria

Não há sobreviventes da queda do avião militar da Rússia que ontem de despenhou no mar Negro pouco depois de levantar voo de Sochi em direção à Síria, informaram ontem as autoridades russas. A bordo seguiam 92 pessoas, incluindo dezenas de elementos do Coro do Exército Vermelho.

De acordo com o Ministério da Defesa russo, o Tupolev TU-154 desapareceu dos radares às 2.25 de ontem (hora de Lisboa), dois minutos depois de ter descolado da cidade de Sochi, no Sul da Rússia, onde havia feito uma breve paragem para abastecimento de combustível no meio da viagem entre Moscovo e a Síria.

"A área onde o avião se despenhou já foi estabelecida. Não há sinais de sobreviventes", declarou o major-general Igor Konashenkov, um porta-voz do ministério. Uma fonte do mesmo departamento adiantou às agências de notícias russas que não tinham sido encontrados coletes salva-vidas, enquanto que outra fonte ministerial avançou à Interfax que o avião não tinha enviado nenhum pedido de ajuda.

O avião, um Tupolev de 1983, levava a bordo 84 passageiros e oito tripulantes. Pelo menos seis dezenas dos passageiros eram elementos do conhecido Coro do Exército Vermelho e viajavam para a base aérea russa de Hmeymim, na Síria, para entreter as tropas. Nesta viagem iam também nove jornalistas, vários militares e Elizaveta Glinka, líder da organização humanitária Ajuda Justa. Dra. Liza, como era conhecida, estava a acompanhar uma carga humanitária que seria entregue ao hospital universitário de Tishrin, na cidade de Latakia.

As buscas iam continuar durante esta noite e o presidente Vladimir Putin já tinha ordenado a criação de uma comissão de investigação ao caso - os primeiros relatos apontavam para uma falha técnica ou humana. Numa mensagem enviada a Putin, o presidente sírio Bashar al-Assad disse estar triste com queda do avião, mas garantiu que a luta dos dois países contra os islamitas não será afetada e que continuam a ser parceiros na "luta para lançar os pilares da estabilidade, segurança e paz" na Síria.

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