Quase 800 quilos de marfim em troféus de caça desapareceram no norte de Moçambique

Autoridades atribuem o desaparecimento a uma sucessão de roubos ocorridos desde 2016

Um total de 763 quilos de marfim fruto de caça ilegal e que estavam guardados pelas autoridades de Moçambique desapareceram, anunciou hoje fonte da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).

O marfim estava distribuído por 85 pares de troféus de caça armazenados pelos Serviços Provinciais de Floresta e Fauna Bravia da Província do Niassa, norte de Moçambique, de acordo com a mesma fonte citada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

As autoridades atribuem o desaparecimento a uma sucessão de roubos ocorridos desde abril de 2016 e levados a cabo por desconhecidos.

O teto do local onde se encontravam armazenadas as peças em marfim foi destruído com "instrumentos contundentes" durante "a última incursão" dos alegados assaltantes, acrescentou a mesma fonte.

Para investigar o caso, foi criada uma equipa com membros dos Serviços de Investigação Criminal (SERNIC) e técnicos da ANAC.

Chifres de elefante e rinoceronte, bem como dentes, pele e unhas de leão e leopardo são alguns dos principais troféus alvo de tráfico internacional que passa por Moçambique.

Os elefantes têm sido os animais mais afetados: de acordo com dados citados pela AIM, nos últimos cinco anos, a população da espécie passou de cerca de 20 mil para metade nas diversas áreas de conservação existentes do país.

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