Quadro de Hitler atacado com chave de parafusos em Itália

Quadro de Adolfo Hitler integrava uma exposição na cidade de Salò, no norte de Itália, sobre loucura.

O ataque foi realizado por um indivíduo de meia-idade que se aproximou do quadro, procurando destruí-lo com uma chave de parafusos. Não conseguiu provocar importantes danos, pois a tela estava protegida por uma película especial para prevenir este tipo de ações.

O indivíduo foi intercetado pelo pessoal do museu situado na cidade de Salò, mas conseguiu pôr-se em fuga antes da chegada da polícia.

A exposição está subordinada ao tema Museu da Loucura, de Goya a Bacon, estando patente naquela que foi a "capital" da República Social de Benito Mussolini nos últimos dois anos da II Guerra Mundial.

Para o diretor do museu onde decorre a exposição, que integra mais de 200 obras, Giordano Bruno Guerri, "uma exposição sobre a loucura estaria incompleta se não ocorresse um gesto demencial como este".

O curador da exposição, inaugurada em março e que encerra em novembro, é Vittorio Sgarbi, um crítico de arte, que defendeu a inclusão do óleo do ditador alemão com o argumento de que esclarece em muitos aspectos aquilo que seria o perfil psicológico de Hitler. Principalmente por este aspecto, pois no plano artístico, a obra seria medíocre. "É uma porcaria completa, é um quadro feito por um homem desesperado. Podia ter sido feito por Kafka (...). Não há nem um vestígio de grandeza, apenas miséria". Para o crítico de arte, é o trabalho de "um espírito profundamente melancólico" e de "um desgraçado".

Na tela pode ver-se duas pessoas, um homem sentado e uma mulher de pé no que parece um longo corredor. Não está datado nem tem título.

No período de juventude, Hitler alimentou expectativas de ser um artista plástico, mas nunca conseguiu entrar na Academia de Belas Artes de Viena.

O quadro em causa é propriedade de um colecionador particular alemão.

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