Protesto contra lei laboral reuniu cerca de um milhão de manifestantes em França

A manifestação, a primeira convocada à escala nacional, foi marcada por incidentes violentos, com pelo menos 40 feridos e 73 detenções

O protesto realizado esta terça-feira contra a reforma laboral aprovada pelo Governo francês mobilizou 1,3 milhões de pessoas em Paris, referiu o sindicato CGT, um número que a polícia da capital fixou num máximo de 80.000 manifestantes.

A manifestação ficou marcada por incidentes violentos, com um balanço de pelo menos 40 feridos e 73 detenções, na sequência de confrontos entre a polícia de intervenção e manifestantes, na sua maioria com a cara coberta.

A polícia utilizou canhões de água para tentar controlar os protestos, quando "várias centenas" de manifestantes lançaram diversos objetos contra as forças policiais.

Responsáveis oficiais referiram que 29 membros das forças de segurança se encontram entre os 40 feridos.

A manifestação de hoje, a primeira convocada à escala nacional na capital francesa, tinha por objetivo ultrapassar a participação registada em todo o país em 31 de março, que segundo as autoridades alcançou as 390.000 pessoas, e segundo os sindicatos 1,2 milhões, e demonstrar que a mobilização contra a reforma laboral prossegue, apesar do recuo em algumas greves setoriais.

"Perante a rejeição em massa por uma maioria de trabalhadores e da opinião pública, quanto tempo irá o Governo continuar a ignorar as legítimas reivindicações do mundo laboral? Até onde devemos ir?", considerou em comunicado a Confederação Geral do Trabalho (CGT).

O secretário-geral da central, Philippe Martínez, reúne-se na sexta-feira com a ministra do Trabalho do Executivo do Partido Socialista, Myriam El Khomri, onde deverá voltar a exigir o abandono do projeto-lei, que já está a ser analisado pelo Senado.

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