Netanyahu exclui árabes das negociações, líder da oposição pede governo de unidade

O atual primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pediu esta quarta-feira um "forte governo sionista", enquanto o líder da oposição, Benny Gantz, apelou à formação de um "governo de unidade", depois de um aparente empate técnico nas legislativas.

Netanyahu, que este ano superou o primeiro-ministro fundador de Israel David Ben-Gurion como o líder mais antigo do país, prometeu trabalhar para alcançar um "forte Governo sionista", excluindo das negociações qualquer partido árabe.

"Vamos negociar com o maior número possível de parceiros para evitar a formação de um governo antissionista perigoso (...) não haverá e não pode haver um governo baseado em partidos antissionistas árabes, partidos que negam a própria existência de Israel como um Estado judeu e democrático", acrescentou.

Sondagens à boca das urnas divulgadas por estações de televisão israelitas dão um empate técnico entre o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e o líder da oposição, Beny Gantz, sem maioria para qualquer dos blocos de partidos que foram a votos na terça-feira.

Por sua vez, Benny Gantz, que apelara ao voto contra "a corrupção" e "o extremismo", sem nomear diretamente Netanyahu, mostrou-se satisfeito com os resultados preliminares e apelou a um "governo de unidade".

"Vamos agir para formar um forte governo de unidade que expresse a vontade do povo. Vamos arrancar com as negociações e falarei com todos", prometeu o líder do partido centrista Azul e Branco, em declarações aos seus apoiantes reunidos em Telavive.

"Esta noite começa o trabalho de reparação da sociedade israelita", disse o ex-chefe de estado-maior.

Segundo as sondagens, nem o partido Likud, de Netanyahu, nem o partido centrista Azul e Branco, de Gantz, vão conseguir apoios políticos suficientes para formar Governo, já que nenhum deles vai alcançar os 61 lugares necessários no parlamento israelita [Knesset, com 120 assentos].

Os partidos de centro esquerda (e ainda a lista Árabe Unida) ficarão entre 54 e 58 lugares e o bloco dos partidos de direita, ultradireita e religiosos, poderão obter entre 54 e 57 assentos, resultando em ausência de maiorias em qualquer dos lados do espetro político.

Fora destas somas de lugares, fica o partido de Avigdor Lieberman, Israel Nossa Casa, que já garantiu que não viabilizará qualquer coligação governamental, independentemente do resultado das legislativas de terça-feira.

A estação de televisão estatal, Kan, dá um empate técnico, com ambos os partidos a eleger 32 deputados, e o Canal 12 dá uma ligeira vantagem a Beny Gantz (34 lugares) sobre Netanyahu (33 lugares).

A lista Árabe Unida, que agrupa os partidos árabes, deverá ser o terceiro movimento mais votado no parlamento, de acordo com as sondagens, obtendo entre 11 e 13 deputados.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG