Presidente israelita vai pedir a Gantz para formar governo

Líder da aliança Azul e Branca conseguiu o apoio de 61 deputados, depois da recomendação do partido de Lieberman e dos partidos árabes israelitas. Julgamento de Netanyahu, previsto para terça-feira, foi adiado.

O presidente israelita Reuven Rivlin vai convidar esta segunda-feira Benny Gantz para formar governo em Israel, depois de o líder da aliança Azul e Branca ter conseguido os apoios da maioria de deputados do Knesset. As eleições de 2 de março foram ganhas pelo Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, mas mesmo com outros aliados de direita ficou a três deputados da maioria de 61.

"Amanhã, por volta do meio-dia, o presidente vai entregar a tarefa de formar o governo o líder da aliança Azul e Branca, Benny Gantz", indicou a presidência em comunicado, citado pela AFP. Rivlin reuniu-se neste domingo com os representantes dos partidos que elegeram deputados nas legislativas de 2 de março, para consultar sobre qual dos candidatos preferem para o cargo.

Gantz conseguiu o apoio de 61 deputados, o necessário para formar governo, depois que Avidgor Lieberman, chefe do partido de direita nacionalista laico Israel Beiteinu, o ter recomendado.

A Lista Conjunta dos partidos árabes israelitas, terceira força no Parlamento, também apoiou Gantz.

Contudo, o apoio dos deputados para que Gantz seja o primeiro a tentar formar governo não garante que, na hora da eleição, no Knesset, este se confirme.

Rivlin convocou neste domingo Benjamin Netanyahu e Benny Gantz para discutir "com urgência" a formação de um governo imediatamente. Em causa a epidemia de coronavírus. Em Israel já foram registados 200 casos.

Netanyahu, cuja aliança com partidos de direita fica a três deputados da maioria absoluta de 61, já solicitou várias vezes a formação desse governo de união nacional, que seria dirigido por ele.

Após as eleições de abril e setembro do último ano, Gantz tinha recusado fazer parte de um governo liderado por Netanyahu, já que ele foi acusado de corrupção e abuso de poder.

O julgamento, que deveria começar na terça-feira, foi adiado por dois meses, "por causa da propagação do novo coronavírus e seguindo as instruções de limitação do trabalho nos tribunais", anunciou neste domingo o tribunal.

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