"Preocupa-nos que o nível de oxigénio dentro da gruta"

Governador da província de Chiang Rai, Narongsak Osottanakorn, diz que é preciso traçar um plano de resgate em que os riscos sejam mínimos para as 12 crianças e o treinador de futebol retidos na gruta de Tham Luang na Tailândia

"Preocupa-nos o nível de oxigénio e a água existente na gruta. Temos dee traçar um plano que sejam o melhor e em que os riscos sejam mínimos", afirmou, em conferência de imprensa, o governador da província de Chaing Rai, Narongsak Osottanakorn. O responsável admitiu que se continuar a chover a situação não é boa e que é preciso tratar de "retirar os jovens para fora" da gruta de Tham Luang.

As palavras de Osottanakorn parecem descartar a hipótese falada inicialmente, que era a de esperar pelo fim das monções para, depois sim, retirar os 12 jovens e o treinador de futebol da gruta onde ficaram retidos por causa das chuvas e da subida do nível das águas.

"Inicialmente pensámos que seria possível manter os jovens vivos durante muito tempo, no local onde se encontram, mas muitas coisas mudaram. Temos um tempo limitado. Temos um trabalho duro", declarou, por seu lado, o comandante dos Marines tailandeses, Arpakorn Yookongkaew.

A manutenção do nível de oxigénio na gruta passou agora a ser a prioridade. A presença de várias pessoas dentro da gruta nos últimos dias, entrando e saindo para ir levar alimentos, medicamentos e outro tipo de ajuda, fez com que o nível de oxigénio na câmara descesse de 21% para 15%.

Para fazer face a isto, as autoridades infiltraram tubos até ao interior da gruta, para permitir a renovação do ar. Segundo os media internacionais, o sistema estava, para já, a funcionar bem.

Os especialistas têm estado a estudar vários cenários de resgate do grupo, sendo que a hipótese inicialmente avançada também, a de os ensinar a fazer mergulho, foi fortemente abalada após a morte, na quinta-feira, de um mergulhador dos Navy Seal tailandeses na reserva.

Sanam Gunan, de 38 anos, morreu depois de ficar sem oxigénio no cilindro, num aparente erro de cálculo entre o ar disponível e o ar necessário. Em reação à morte do mergulhador militar, o vice-governador da província tailandesa de Chiang Rai, Pasakorn Boonyalak, dissera já que esta missão "é muito assustadora e perigosa, mas vamos continuar a planear".

Os rapazes, com idades entre 11 e 16 anos, e o seu treinador de 25 anos foram explorar a caverna depois de um jogo de futebol no dia 23 de junho.

Boa parte das crianças, com idades entre os 11 e os 16 anos, não sabe nadar e nenhum fez mergulho, o que complica as operações.

Até ao momento, um mergulhador experimentado demora 11 horas para fazer o trajeto, e voltar, até às crianças: seis horas para ir e cinco para voltar, graças à corrente.

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