PP em crise: Luis de Guindos com "vontade de deixar o governo"

A dois meses das legislativas, PP enfrenta crise interna.

A dois meses para as eleições legislativas em Espanha, estes são tempos difíceis para o Partido Popular.

Sucedem-se as crises, os nervos e as declarações infelizes transmitem uma sensação de desgoverno que pode refletir-se no resultado da ida às urnas a 20 de dezembro. "A minha vontade é deixar o governo", afirmou ontem o ministro das Finanças, Luis de Guindos, numa entrevista à radio Cope. "Contribuí com a minha parte mas ninguém é indispensável", explicou o membro do Executivo de Mariano Rajoy. "Tive a sorte e a honra de ser ministro das Finanças", afirmou, sublinhando que sem se estar no poder também se pode "contribuir" e "fazer coisas importantes".

Esta decisão anunciada vem juntar-se à demissão da líder do PP no País Vasco, Arantza Quiroga, à decisão da deputada popular Cayetana Álvarez de Toledo de não integrar as listas do partido nestas eleições legislativas e à polémica entrevista, publicada quarta-feira pelo jornal espanhol El Mundo, do ministro da Fazenda e da Administração Pública. Cristóbal Montoro disse que alguns dos seus colegas têm vergonha de ser do PP. Tudo isto aconteceu em 24 horas. Já para não falar nos problemas que o partido atravessa na Comunidade Valenciana ou na Catalunha.

Leia mais no epaper ou na edição impressa do DN

Exclusivos