Portugal mantém-se como quarto país que mais utiliza as verbas do Plano Juncker

"Estão a fazer bem e ainda podem fazer melhor", disse Jyrki Katainen, vice-presidente da Comissão Europeia, aos deputados portugueses, revelando que já foram aprovados cerca de 2,5 mil milhões de euros para Portugal.

Jyrki Katainen, vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade, disse esta quinta-feira no parlamento que Portugal se mantém como o quarto país com maior utilização de verbas do Plano Juncker.

"Estão a fazer bem e ainda podem fazer melhor", disse o responsável ouvido pelos deputados da comissão de Assuntos Europeus da Assembleia da República no âmbito de uma visita de dois dias a Portugal.

O Plano Juncker foi como ficou conhecido o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE), lançado em 2014, e a posição de Portugal diz respeito ao peso do investimento realizado em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com os dados referidos aos deputados portugueses, foram já aprovados para Portugal cerca de 2,5 mil milhões de euros, que deverão impulsionar um investimento total de 8,7 mil milhões de euros, contando com os fundos privados.

Para o próximo ciclo, a arrancar após as eleições Europeias de 2019, o responsável confirmou que a Comissão Europeia está a preparar uma cooperação com a China, que garantirá que todos os projetos serão sustentáveis.

A digitalização, a inovação e a economia social deverão ser áreas prioritárias de investimento, referiu.

"Temos de continuar a promover o crescimento e garantir a prosperidade sustentável através do aprofundamento da União Económica e Monetária", disse Jyrki Katainen, acrescentando que é necessário também continuar a apoiar a transformação do mercado de trabalho europeu, assegurando simultaneamente a sua equidade.

Em termos globais, em julho de 2018, o Plano Juncker superou a sua meta inicial de 315 mil milhões de euros de investimento, sendo o próximo objetivo chegar aos 500 mil milhões de euros em investimentos mobilizados em toda a União Europeia até ao final de 2020.

Entre os projetos apoiados pelo Plano Juncker em Portugal estão o empréstimo concedido pelo BEI de 250 milhões de euros ao município de Lisboa para a regeneração urbana, bem como o empréstimo de 420 milhões de euros à Águas de Portugal para financiar investimentos em infraestruturas hídricas em Portugal.

O BEI concedeu ainda um empréstimo de 16 milhões de euros, apoiado pelo Plano Juncker, à Nova School of Business and Economics para o projeto e a construção de um novo campus em Carcavelos.

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