Nova Zelândia. Acusação de 50 homicídios para atacante de mesquitas

Breton Tarrant, que recusou advogado e vai defender-se a si mesmo, testemunha esta sexta-feira a partir da prisão. Autoridades estão a ponderar acusá-lo de mais crimes.

A polícia da Nova Zelândia avançou com 50 acusações de homicídio e 39 por tentativa de homicídio contra o australiano Brenton Tarrant, apontado como autor do atentado terrorista em duas mesquitas em Christchurch. a 13 de março.

As autoridades indicaram, num comunicado divulgado nas suas redes sociais, que consideram a possibilidade de apresentar outras acusações relacionadas com o ataque efetuado naqueles locais religiosos.

Tarrant, que foi preso em 15 de março, dia em que cometeu o massacre, deve testemunhar esta sexta-feira por videoconferência, a partir da prisão de Paremoremo, em Auckland, onde está detido.

Na audiência de 16 de março, no dia após o ataque, recusou ser representado por um advogado e disse que planeava defender-se a si mesmo durante o julgamento.

O homem, de 28 anos, permanece lúcido e sem qualquer tipo de arrependimento, indicou então o advogado Richard Peters, que foi inicialmente designado para defender o australiano.

Peters chegou a afirmar que o r,éu não parecia ser mentalmente instável, apesar de expressar a sua ideologia extremista. Segundo o advogado, Tarrant procura usar o processo para fazer eco da sua ideologia.

Cinquenta pessoas perderam a vida e outras tantas ficaram feridas no ataque indiscriminado contra muçulmanos que se encontravam nas duas mesquitas antes da oração do meio-dia de 15 de março.

Exclusivos

Premium

Livro

Antes delas... ninguém: mulheres que desafiaram o domínio masculino

As Primeiras - Pioneiras Portuguesas num Mundo de Homens é o livro com as biografias de 59 mulheres que se atreveram a entrar nas profissões só de homens. O DN desvenda-lhe aqui oito dessas histórias, da barrista Rosa Ramalho à calceteira Lurdes Baptista ou às 'Seis Marias' enfermeiras-paraqueditas, entre outras