Polícia alemã investiga um segundo suspeito do ataque em Berlim

Um tunisino de 26 anos está a ser interrogado. Jantou com o principal suspeito na véspera do atentado

As autoridades alemãs têm sob custódia um tunisino de 26 anos e estão a investigar se o indivíduo teve algum papel no ataque com um camião que matou 12 pessoas num mercado de Natal em Berlim. A informação foi confirmada por uma porta-voz do gabinete da Procuradoria-Geral alemã, citada pela agência Reuters.

Na noite de terça-feira, a polícia revistou o quarto do tunisino, que terá jantado com Anis Amri, o principal suspeito do ataque na capital alemã - e que também é natural da Tunísia -, na véspera do atentado.

De acordo com a porta-voz, até ao momento não há pistas suficientes para que se possa fazer qualquer acusação a este segundo suspeito. A polícia está a analisar os telemóveis encontrados durante as buscas para perceber que tipo de comunicações se estabeleceu entre Amri e o homem que está sob custódia.

Porém, numa declaração à parte, as autoridades berlinenses informaram que o tunisino de 26 anos fora detido por fraude envolvendo apoios sociais.

Recorde-se que o sobrinho de Anis Amri, o principal suspeito do ataque em Berlim, foi detido na Tunísia, juntamente com mais duas pessoas, por suspeita de fazerem parte de uma célula terrorista. Em comunicado, o governo da Tunísia revelou que o sobrinho de Amri confessou ter comunicado com o tio através da aplicação Telegram e que é apoiante do Estado Islâmico. Amri terá ainda enviado dinheiro ao sobrinho, de 18 anos, para que se juntasse a ele na Europa.

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