Premium "Pobreza é o grande problema", seja na doença, seja na tempestade

O nível de pobreza da população, logo falta de infraestruturas, habitação degradada, cuidados de saúde primários exíguos, potenciaram os efeitos do ciclone Idai. Foi em Moçambique como podia ter sido em outro país de África.

A constatação é da diretora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), Matshidiso Moeti. Também do presidente da Fundação Manhiça, Leonardo Simão, ex-ministro da Saúde de Moçambique.

Matshidiso Moeti visitou há uma semana a Beira, capital da província de Sofala, particularmente afetada pelos ventos do ciclone Idai e as cheias que se seguiram. "Encontrei uma situação muito difícil, desde logo porque as infraestruturas ficaram danificadas, as casas das pessoas foram destruídas, obrigando-as a partilharem espaços superlotados." Destacou que a tempestade ocorreu numa região do mundo onde não há água potável para todos, nem rede de saneamento básico e que um dos principais desafios "é a expansão dos cuidados de saúde primários". Em toda a África.

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