PM eslovaco diz que política da UE é "ritual suicida"

Robert Fico, o primeiro-ministro eslovaco, pediu medidas para pôr cobro ao fluxo de migrantes ilegais para a Europa

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, afirmou hoje que a política migratória da União Europeia (UE) é um "ritual suicida" e apelou aos Estados membros para tomarem medidas para se parar, com urgência, o fluxo de migrantes para a Europa.

"Sinto que nós, na UE, estamos agora a cometer um ritual suicida e estamos só a observar", disse o chefe do executivo da Eslováquia, 51 anos, conhecido pela sua retórica anti-emigração, cujo partido está em posicionado para vencer as eleições gerais de março.

Para Robert Fico, para já, a Europa deve tomar medidas para pôr cobro ao fluxo de migrantes ilegais.

"Se demorar até aos finais deste ano ou até 2017 para que a Europa elabore um plano fronteiriço e reforçar as guardas costeiras, a UE ter-se-á suicidado", sublinhou Robert Fico, acrescentando que a Eslováquia têm disponíveis 300 oficiais da polícia para enviar para as fronteiras externas do espaço Schengen.

Robert Fico salientou que, enquanto a Europa discute, "sem qualquer sentido", quotas de migrantes, chegam diariamente ao espaço europeu vários milhares de refugiados.

A Eslováquia, país com cerca de 5,4 milhões de habitantes, apresentou, tal como a vizinha Hungria, uma queixa contra o sistema de quotas proposto pela União Europeia para distribuir os migrantes pelo continente europeu.

Para o chefe do executivo eslovaco, o sistema tornou-se um "completo fracasso" e quem, com base nesse sistema, será "impossível" a Eslováquia ser integrada nesse processo.

"Se, baseados em quotas temporárias ou permanente, alguém nos obrigar a aceitar 50.000 pessoas com hábitos e religiões completamente diferentes dos nossos, e são sobretudo jovens, não consigo imaginar como os iria integrar no país. Não podemos", sustentou Robert Fico.

"Acabariam por ficar num espaço com as suas próprias vidas e regras e é por isso que digo que a ideia está errada e é impraticável", concluiu

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG