Piadas sobre votos e Melania num casaco Dior - Trump já perdoou os perus

O presidente dos EUA cumpriu uma velha tradição na Casa Branca e perdoou dois perus antes do Dia de Ação de Graças, o Thanksgiving, que se cumpre esta quinta-feira

"Foi uma eleição justa", brincou Donald Trump referindo-se à escolha de Peas (Ervilhas) e Carrots (Cenouras) para serem os dois perus perdoados este ano antes do Dia de Ação de Graças. O feriado do Thanksgiving, em que os americanos reúnem a família à volta do tradicional prato de peru no forno, cumpre-se na quinta-feira, mas o presidente já perdoou as duas aves escolhidas através de uma votação no site da Casa Branca.

Ora, ainda no rescaldo das eleições intercalares de 6 de novembro, o presidente não resistiu a fazer piadas sobre as corridas que ainda por decidir, depois de os candidatos - sobretudo democratas - terem exigido uma recontagem por não aceitarem o resultado. "Infelizmente, o Cenouras recusou aceitar a derrota e exigiu a recontagem. Ainda estamos a lutar com ele", afirmou Trump, referindo-se ao peru que ficou em segundo lugar na eleição.

Uma piada que, com certeza, não terá agradado a Stacey Abrams, a democrata que quer ser a primeira afro-americana eleita governadora da Geórgia e durante semanas recusou admitir a derrota enquanto os votos eram recontados. E a verdade é que, de acordo com os jornalistas presentes no relvado da Casa Branca, as palavras do presidente apenas arrancaram "uns risos de boa educação".

Nada que travasse Trump. "Vou dizer-vos uma coisa: Cenouras, peço desculpa mas o resultado não mudou. Temos pena", acrescentou o presidente.

Tradição desde os anos 40

A tradição do perdão presidencial dos perus data dos anos 1940, mas foi só em 1989, com George H. W. Bush, que o momento se tornou anual. Cada presidente impôs o seu estilo, com o democrata Barack Obama a destacar-se nos últimos anos pelas piadas secas que deixavam as suas filhas, Malia e Sasha, sempre presentes na cerimónia a hesitar entre o riso e o revirar de olhos.

Desta vez o ambiente foi bem diferente. A primeira-dama Melania Trump acompanhou o marido no perdão presidencial, vestida com um casaco da Dior de padrão geométrico. Mas o filho mais novo do presidente, Barron, de 12 anos, ficou longe das objetivas dos muitos fotógrafos que se juntaram para acompanhar o momento.

O Ervilhas e o Cenouras são dois perus criados numa quinta perto de Huron, no Dacota do Sul. Ambos vão passar o resto da vida na Virgínia, escapando ao destino de milhões de companheiros que nos próximos dias vão acabar na mesa das famílias americanas.

Pelo menos se tudo correr. Até porque Trump, mantendo as piadas políticas, deixou o alerta: "Apesar de o Ervilhas e o Cenouras terem recebido um perdão presidencial, já os avisei que a maioria democrata na Câmara dos Representantes os pode chamar a testemunhar".

Na assistência, se Barron não apareceu, a irmã mais velha, Ivanka, conselheira presidencial e envolvida numa polémica depois de ter surgido a notícia de que terá usado o email pessoal para assuntos de Estado. Ivanka e o marido, Jared Kushner, assistiram à cerimónia com os três filhos pequenos.

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